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domingo, 9 de março de 2014

A OMISSÃO

A OMISSÃO
(REFLEXÃO SEMANAL DE RONALDO LOPES)
Há muito tempo que queria escrever sobre este assunto, pensei e cheguei à conclusão: é hoje. A cada momento vivido nos sugere ter um comportamento; aqui estou referindo-me às respostas que preciso dar às interpelações que a vida me provoca. Penso que o ser humano precisa caminhar para um crescimento espiritual, ético; onde se realize profissionalmente e emocionalmente. Mas sempre vivemos situações que nos coloca dúvidas, incertezas, inseguranças, fatos da vida que aparecem e que exigem comportamentos novos. É diante destes novos fatos que fiquei a pensar. Como agir? Que critérios ter? 

Às vezes somos pegos agindo impulsivamente diante de uma situação; falta-nos o devido discernimento; a
amplitude e o conhecimento das consequências da decisão tomada. Muitas vezes cometemos erros bobos, porque não tivemos a paciência para aguardar o tempo certo para agir. Vejo que aqui está o cerne para o acerto em nossas vidas: encontrar o tempo certo, que deve vir acompanhado da prudência, caridade, respeito ao outro, e o mais possível que tenhamos a razão, seja entendida pelo lado racional, como também pelo lado da verdade, pois assim agindo poderemos ajudar na solução de muitos conflitos e problemas. 
A partir destas considerações que adentro no tema da omissão. A principio entendo a omissão como a não resposta a uma determinada situação. Pensando assim poderia concluir que não agir é omissão? Penso que não. Acredito que o meu tempo é diferente dos outros. O que uma pessoa possa pensar que seja omissão, na verdade é apenas estratégia para saber agir no tempo certo. O que o outro vê a meu respeito tem importância sim, mas não pode ser determinante em meu comportamento. O outro pode julgar-me e pensar que deveria ter agido e fui omisso. A omissão tem sim o seu lado objetivo, mas ela precisa passar pelo discernimento subjetivo e ser avaliada pela pessoa que quis agir e não pôde, ou ainda esperou o tempo certo para agir.

Avançando um pouco mais a reflexão: sempre temos o ímpeto de agir no momento do fato; no calor da emoção, na hora mesmo do acontecimento; deixamo-nos levar pela emoção aflorada, agindo assim poderemos pensar que saímos vitoriosos e ainda ter a falsa sensação de que resolvi o problema. É preciso que avancemos nesta postura; na vida existem muitos ditos “vitoriosos” que não ganharam nada, talvez tenham ganhado a antipatia dos outros, o desprezo e o abandono. Precisamos sim agir diante dos fatos, mas com prudência e entender que a omissão é uma postura pessoal e consciente; sou eu que responderei a mim mesmo porque fiquei omisso, inerte diante dos fatos. Se esgotei todos os argumentos e possíveis estratégias e fiquei omisso, aí sim, este meu comportamento pode ser abominável. E porque isto acontece? Talvez por medo, pode vantagens, por questões financeiras, pelo poder. Se sei que é errado o que o outro faz, tenho certeza deste erro, posso ajudar a consertar este erro e fico inerte, omisso, aí estou enganando a mim mesmo e aos outros.

Numa linguagem humana a omissão é, portanto, um grande erro e entendendo a omissão numa linguagem bíblica, a omissão é um pecado, pois assim escreveu Tiago na Bíblia: “Quem sabe fazer o bem e não o faz, comete pecado” (Tg. 4,17). Creio que o mundo cheio de pecados da omissão. Há muita gente que tem condições de fazer o bem e não faz, precisamos reverter este quadro, aí vai uma dica que pode ser a primeira pedra a ser movida para acabar com este pecado; que eu não seja omisso, que tu não sejas omisso. Se aumentarmos o número de não- omisso, creio que o mundo se transforme; claro que isto é um utopia, mas vale a pena tentar. Que sejamos estratégicos nas nossas decisões e que tenhamos a sabedoria divina para agirmos no tempo certo. Que não nos cansemos de fazer o bem sempre, que não nos omitamos jamais. 
Que tenhamos um bom domingo e que o Deus da vida nos abençoe sempre.
COMPARTILHANDO:RONALDO LOPES

domingo, 2 de junho de 2013

CAMINHOS

Posto essa mensagem de Ronaldo Lopes, acredito ser útil em nossos embates de agentes pastorais com as dificuldades que temos encontrado por aí.

Bom Dia!
Em nossas vidas, somos eternos caminheiros; é possível que tenhamos esta consciência, mas às vezes não temos a dimensão de que quem caminha encontra limitações que nos impedem de caminhar.
Às vezes estas limitações são externas a nós; são pessoas, estruturas, convenções sociais, estereótipos criados, preconceitos e tantas outras situações que nos vemos impedidos a desanimar e estagnar ou retroceder. Em outras ocasiões as limitações são internas, é a falta de fé, desequilíbrio emocional, experiências frustrantes e nos falta o amadurecimento devido que nos impulsiona sempre a avançar em busca de nossa realização pessoal e comunitária.
Atingir o amadurecimento e o equilíbrio são essenciais para nos tornarmos verdadeiramente livres e com a consciência tranquila realizar a vontade de Deus em nossas vidas; buscando, verdadeiramente, cumprir o mandamento do Senhor, que é amá-lo acima de tudo;
Poderia pensar: como amar a Deus se não o vejo! Na palavra de Deus deixada para todos está escrito: “ Se alguém diz: Eu amo a Deus, e no entanto, odeia seu irmão, esse tal é mentiroso; pois quem não ama seu irmão, a quem vê, não poderá amar a Deus, a quem não vê. E este é justamente o mandamento que dele recebemos: quem ama a Deus, ame também o seu irmão.”
E neste contexto, mesmo que acredite como o filósofo Sartre que disse que o inferno são os outros; é, verdadeiramente, o outro; as pessoas concretas que me permitirão amar verdadeiramente a Deus.
Bom domingo e excelente e santo mês de Junho a todos!