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domingo, 18 de abril de 2021

REL’ATOS DOS PEJOTEIROS: JÚLIO MARIA VIEIRA

GRUPO ALICERCE 

Seguimos com nossa série de entrevista como pejoteiras e pejoteiros aqui no MUTUM PASTORAL Temos nesta segunda postagem a contribuição de Júlio Maria Vieira.

 
Hoje morando em Petrolina-PE. Como padre,  Júlio esteve na Congregação Sacramentinos de Nossa Senhora e na Diocese de Petrolina-PE.
 
Relembrando sua participação no grupo Alicerce e nas encenações de Semana Santa, em especial as da Paixão de Cristo.
 
Júlio na coordenação do Alicerce

MP: Quando e como você participou da PJ?

JÚLIO: Não me lembro exatamente quando iniciei, mas tenho certeza que no ano de 1990 eu estava participando da PJ, como membro e coordenador do Grupo Alicerce. Guardo em meus arquivos três fotos daquele ano: duas fotos da encenação da Semana Santa, de quando eu participava do referido Grupo, e uma foto do aniversário do mesmo grupo, em uma fala minha, como coordenador. Lembro que encenamos a Semana Santa por pelo menos dois anos, e antes de disso eu já participava do Grupo. Portanto, creio que participei durante uns três anos, sendo 1988, 1989, 1990 e início de 1991, quando saí em fevereiro, para ingressar no seminário dos Missionários Sacramentinos de Nossa senhora, em Manhumirim.
 

MP: Cite alguma atividade pastoral que te marcou?

JÚLIO: Algumas atividades do Grupo Alicerce e da PJ como um todo me marcaram naqueles anos. Primeiramente lembro que éramos motivados a levar conteúdo de reflexão-formação a todas as comunidades da Paróquia. E havia na época um tipo de “coordenação geral” da juventude, na paróquia, chamada AJOCAM, se não me falhe a memória significa Associação dos jovens católicos de Mutum, grupo que tinha representação de todos os grupos da paróquia e organizava a programação anual da PJ paroquial. Mas como atividade pastoral principal do tempo que participei da AJOCAM, lembro como destaque a preocupação com a formação dos membros dos grupos de jovens. Formação através de conteúdo de reflexão sobre a participação na igreja e na sociedade.
Outra atividade pastoral que me marcou foi a preocupação dos membros dos grupos de jovens daquela época, em ajudar às famílias carentes. Lembro de duas ações que periodicamente se realizava em relação a essas famílias: arrecadação e distribuição de alimentos, e também mutirão de pequenas reformas na casa de famílias carentes.
 

MP: Quais as principais dificuldades de um pejoteiro em sua época?

"Encenação da
Paixão de Cristo"
JÚLIO: Em relação ao apoio paroquial não havia nenhuma dificuldade para os participantes da PJ. Um dos grandes desafios era fazer com que a juventude católica como um todo, percebesse a importância da participação ativa na igreja e na sociedade, como cristãos engajados e jovens transformadores da sociedade. Outro desafio daquela época, e ainda hoje, é a administração do tempo, por parte de quem se dispõem a participar das atividades da PJ, sem que a família, por exemplo, seja a mais prejudicada. Administrar o tempo entre estudo, trabalho, família e pastoral é um desafio sempre presente, nos exigindo criatividade e persistência, para que não distanciemos de nenhum desses seguimentos, todos importantíssimos para nossa vida.


 
MP: Como eram os encontros?
JÚLIO: Os encontros dos grupos eram semanais, o encontro da coordenação paroquial era mensal, e havia também alguns encontros ao longo do ano, nos setores (grupos de comunidades) da paróquia, além do Dia nacional da Juventude (DNJ), realizado uma vez por ano.


 
MP: Em que a PJ contribuiu para a sua formação humana?
JÚLIO: A PJ contribuiu para a minha formação humana porque os conteúdos que ela refletia eram basicamente sobre o relacionamento entre as pessoas e  participação na igreja e na sociedade. Isso me levou, inclusive, a interessar por uma temática que até hoje faz parte de meus estudos pessoais, que é a relação fé e vida, fé e política. Penso como essencial no cotidiano das pessoas que seguem Jesus, a reflexão sobre fé, política e cidadania. É o que procuro fazer, em meus estudos, daquela época até hoje.
 

MP: Qual tema você mais gostou de refletir e qual reflexão ainda norteia sua vida?
JÚLIO: O tema que mais gostei de refletir, não só na PJ, mas em minha participação na Igreja daquela época, foi a relação íntima que existe entre Fé e Política. E havia essa preocupação, sobretudo entre os Missionários Sacramentinos, que trabalharam na paróquia, na época em que participei da comunidade católica mutuense.
 
 
 

ESPAÇO ABERTO: 

"Aproveito o espaço para agradecer a você Cláudio e a outras pessoas envolvidas com esse projeto, agradecer por essa iniciativa de fazer esse levantamento de parte da história das atividades da PJ mutuense."


LEIA NOSSA PRIMEIRA POSTAGEM: 

DIVINO PEDRO DE OLIVEIRA 

 

 

sábado, 10 de abril de 2021

REL'ATOS DOS PEJOTEIROS: DIVINO PEDRO DE OLIVEIRA

Iniciamos esta série de entrevista na intenção de registrar em nosso blog MUTUM PASTORAL a caminhada da Pastoral da Juventude em Mutum-MG. Os depoimentos postados a partir de hoje, e esperamos que tenhamos dezenas, quem sabe mais de uma centena, de jovens que dedicaram parte da sua vida na construção do Reino de Deus a partir do jeito jovem de ser Igreja. Muitos ainda participam ativamente das nossas comunidades e testemunham a fé dentro e fora da Igreja.

Queremos com está empreitada contribuir para que alguém ainda registre a história da evangelização na Paróquia São Manoel de Mutum a partir do recorte da ação de jovens idealistas, mas, sobretudo, de jovens cristãos emprenhando-se na missão que recebermos no batismo.  Iniciamos com Divino Pedro de Oliveira que respondeu gentilmente os nossos questionamentos.

 

Grupo Alicerce fim dos anos 80

MP: Quando e como você participou da PJ?

DIVINO PEDRO: No retorno das atividades do grupo Alicerce, por volta de 1986/87. Ocupei o cargo de coordenador do grupo.

 

MP: Cite alguma atividade pastoral que te marcou?

DIVINO PEDRO: Tenho pra mim que foi bom ter sido um dos participantes da formação da AJOCAM (Associação dos Jovens Católicos de Mutum). Penso que, se ela, AJOCAM tivesse o apoio necessário, talvez muitas mudanças pra melhor, poderiam ter ocorrido no município ou até a nível de forania.

 

DIVINO PEDRO: Quais as principais dificuldades de um pejoteiro em sua época?

DP: Trabalhar a cabeça de alguns colegas, a necessidade de transformar em ação, os apelos sociais que eram refletidos nas reuniões dos grupos.

 

MP: Como eram os encontros?

DIVINO PEDRO: A utopia de uma transformação social, com o protagonismo da juventude. Entramos a década (80) com período ditatorial e tivemos ainda já quase no final da década, a promulgação de nossa CONSTITUIÇÃO CIDADÃ. Não poderia ser diferente, as mudanças da época, nos exigia uma postura mais 'pé no chão'       

 

MP: Em que a PJ contribuiu para a sua formação humana?

DIVINO PEDRO: Muito e em todas elas.

 

MP: Qual tema você mais gostou de refletir e qual reflexão ainda norteia sua vida?

DIVINO PEDRO: A grande contradição entre a pessoa se  " autodefinir seguidor de Cristo    e não praticar o cristianismo".


NOTA DO BLOG: Seguiremos dentro do possível recolhendo relatos dos pejoteiros de Mutum para prosseguir com o nosso Rel'Atos Pejoteiros



PRÓXIMO RELATO:

JÚLIO MARIA VIEIRA



segunda-feira, 3 de março de 2014

RETIRO DA PJ NA BUSCA DA IDENTIDADE

COMPARTILHANDO COM A PASCOM.
Com a participação de 160 jovens, aconteceu nos dias 28 de fevereiro, 01 e 02 de março, o Retiro de Carnaval da Pastoral da Juventude, com a finalidade primeira de trabalhar a espiritualidade, e a partir dos momentos reflexivos, buscar resgatar a identidade da Pastoral da Juventude, na esteira da celebração dos 40 anos da PJ.



O Encontro foi assessorado por Alessandro Seara (Alê), do Centro Marista de Juventude (CMJ), com dinâmicas que alternaram momentos de espiritualidades (momentos de deserto) com releituras da caminhada da PJ ao longo desses 40 anos, em que a Pastoral da Juventude de Mutum é um tijolinho nessa construção, mas que orgulha todos os atuais Pejoteiros, bem como os da antiga, como eu e outros mais da minha geração.


LEIA O RELATO NA ÍNTEGRA EM:
Paróquia São Manoel - Mutum-MG: RETIRO DA PJ NA BUSCA DA IDENTIDADE:

sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

JESUS DE NAZARÉ: JOVEM TRABALHADOR

O Evangelho de Lucas apresenta dois envios de discípulos para a missão. No primeiro envio (Lc 10,1-11), Jesus indicou aos discípulos que fossem despojados e desarmados para o campo de missão. Assim deve ser todo início de missão: conhecer, conviver, estabelecer amizades, cativar, assumir a cultura do outro, tornar-se um/a irmã/ão entre as/os irmã/ãos para que seja reconhecido como “um dos nossos”. No segundo envio (Lc 22,35-38), em hora de luta e combate, Jesus sugere que os discípulos devem ir preparados para a resistência. Por isso “pegar bolsa e sacola, uma espada – duas no máximo.” (Lc 22,36-38). Durante a evolução da missão, chega a hora em que não basta esbanjar ternura, graciosidade e solidariedade. É preciso partir para a luta, pois as injustiças precisam ser denunciadas. Ao tomar partido e “dar nomes aos bois” irrompem-se as divisões e desigualdades existentes na realidade. Os incomodados tendem naturalmente a querer calar quem os está incomodando. É a hora das perseguições que exigem resistência. Confira a trajetória de vida dos/as mártires da caminhada: Padre Josimo, Padre Ezequial Ramin, Chico Mendes, Margarida Alves, Sem Terra de Eldorado dos Carajás, Irmã Dorothy, Santo Dias, Chicao Xucuru, Padre Gabriel, padre Henrique etc.
O artigo de Frei Gilvander é um excelente subsídio para a catequese e para a Pastoral da Juventude para apresentar ao todos quem é Jesus de Nazaré.

Leia na íntegra no link:JESUS DE NAZARÉ, JOVEM, TRABALHADOR RURAL.